Elizabeth Coutinho

Elizabeth Coutinho

Professora, Comendadora das artes, Artista plástica, Fotógrafa e Agente Cultural
Elizabeth dos Santos Azeredo Coutinho Franco, é formada em Biologia desde 2000, sócia correspondente do IHGI (Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense), Comendadora das artes, Artista plástica, Fotógrafa [...]
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A história de nossa São Pedro da Aldeia, vai além dos 400 anos, motivo o qual a história da cidade, ou melhor, da aldeia, vai além, começando pela entrada dos europeus quando retornam ao Brasil para verdadeiramente “descobrir” essas terras em 1503, através da atual Praia dos Anjos em Arraial do Cabo e Praia de Caravelas, em Búzios. (Foto 1 A e 1B)

Se de fato era pra descobrir ou marcar território porque os piratas e corsários franceses já rondavam a costa do Brasil, não sabemos ao certo. Algumas literaturas irão afirmar, outras não.

É sempre bom lembrar que naquela época (assim como ainda hoje), os autores escreviam suas cartas e livros de acordo com seus interesses, poucas vezes se importando com os fatos reais históricos. O poder e a guerra política sempre existiram e naquele período, a união de Portugal e Espanha passava por cima de tudo e a França queria um pedaço…
No meio dessa história política e de poder, nasce uma forte amizade a partir do interesse do pau-brasil. Franceses e indígenas da cultura Tupinambá se tornam uma única família em nossa região por várias décadas, ou melhor, séculos. (Foto 2 pau brasil em tinta e árvore)

A nossa cidade é rica nessa história, pois era parte de Cabo Frio, uma parte importante. Em torno da Lagoa de Araruama (a nossa laguna), ocorreram várias batalhas, desembarque de pau-brasil, produção do sal, sustento das famílias, cenário dos viajantes relatado nos livros e inspiradora nas lendas. (Foto 3 Lagoa) Não tendo sucesso nas Capitanias Hereditárias como forma de colonização no Brasil, foi a beira dessa laguna que nasceu o ponto estratégico de defesa de Cabo Frio, da entrada para o Rio de Janeiro e do sul do Brasil: O Convento e Igreja dos Jesuítas.
Entre sangue, culturas diversas, alianças e esperanças, nasce a história de nossa cidade em meio a pulsação histórica do Brasil até que os portugueses de fato se estabelecem e expulsam muitos indígenas filhos da terra e franceses, além de terem levado muitos a morte. Os indígenas Goitacá que eram aliados dos portugueses e aqui se encontravam também, uma parte foge de encontro com outros em Campos e os que ficam, adoecem e buscam auxílio nesse convento com indígenas trazidos de Reritiba, onde são catequizados, ou melhor dizendo, educados para o trabalho.

Pretendo nesta coluna, aos poucos, ir contando essas histórias que não contam nos livros das escolas. Essas histórias que encantam e assustam a nossa alma e coração. O interesse maior será o de despertar a paixão pela história de nossa cidade, de sua própria história como filho da terra e como cidadão aldeense de sangue ou de coração além de despertar o interesse pela pesquisa, o gosto de saber sempre e buscar a verdade, mesmo que relatada por diferentes personagens com suas ambições históricas.

Durante os capítulos dessa linda e ardente história, irei procurar me abstrair de minha opinião, tentando colocar os fatos sem a minha intervenção, pois assim devemos fazer ao relatar a história, independente de que lado você possa estar. Contar a história nua e crua, sem partido tomar.

Como pesquisadores ou historiadores, devemos ser neutros e deixar que a história mostre por si a verdade e encante a quem ler.

Venha comigo nessa viagem que pode durar dias, meses e até anos para contar a vocês.

Parabéns São Pedro da Aldeia pelos seus 401 anos de Fundação da cidade.

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